Convertendo profundidade em audio em C#

Este post é uma tradução do post original anterior, Converting Audio Bit Depths in C#, em inglês

Sinais de áudio digitais podem ser armazenados em muitos tipos de formatos diferentes. Por exemplo, um sinal de áudio poderia ser armazenado como um sinal PCM de 16-bits dentro de um arquivo WAVE ou codificado em um formato com perdas como o MP3. Mas em todos os casos, todos sinais digitais são representados como uma sequência de valores, denominadas amostras, as quais são resultado da mensuração de uma determinada característica do som em função do tempo, para que possam ser manipuladas digitalmente.

Amostras (ou samples) formam um sinal discreto (digital) tipicamente originado de um sinal contínuo (analógico, como as ondas sonoras), obtido através de algum tipo de procedimento ou algorítmo de conversão (de amostragem). Assim existem, portanto, muitas maneiras de se representar uma amostra, como com bytes de 8-bits, inteiros de 32-bits ou números de ponto flutuante (floats) de 32-bits. E, por vezes, a conversão entre estes vários tipos de representações são um requerimento inicial em diversas aplicações.

Convertendo entre diferentes representações de amostras de áudio em C#

Para converter entre diferentes representações de amostras, além de modificar o tipo de dado (sua profundidade em bits) ainda é preciso adequar nossas amostras em uma nova escala. Por exemplo, para converter de um float de 32-bits para um unsigned byte de 8-bits, nós temos que transportar a amostra original de seu intervalo de [-1;1] para seu novo intervalo de [0;255].

Para realizar este processo, a classe a seguir contém um único (exaustivamente sobrecarregado) método que permite converter, por exemplo, amostras de 16-bit para 8-bit, 16-bit para float, float para 16-bit, entre outros. De fato, são possíveis conversões entre quaisquer um dos seguintes tipos: unsigned 8-bit bytes, signed 16-bit integers, signed 32-bit integers e 32-bit floating point single precision numbers. Espero que o código seguinte seja útil a alguem que esteja interessado!

Considerações

Note, porém, que conversões raramente são perfeitas. Isto é verdade para quase tudo, especialmente para sinais digitais. Converter de uma codifiação para outra pode introduzir erros de conversão nos dados. Para ajudar nesta questão, foi inventada a técnica conhecida como dithering. Dithering é o mesmo que propositalmente adicionar ruído num sinal.

Ruído? Sim, ruído. Ruído não é sempre uma coisa ruim. Basta dar uma olhada nos exemplos de imagens na Wikipedia e você logo entenderá isto. Infelizmente, esta classe ainda não suporta dithering, poderá suportar no futuro caso surja necessidade.

Até mais!

Como iniciar sua Gyro Wrist Ball sem firulas!

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De começo achei que era impossível iniciar a rotação sem puxar a cordinha, mas agora já consigo quase todas as vezes. É como andar de bicicleta!

Para aprender a iniciar ela manualmente, primeiro inicie o movimento com o cordão e a acelere. Então segure-a firmemente e observe o movimento que ela faz na sua mão. É este movimento (como de uma moeda caindo e rodando numa mesa) que teremos que fazer se quisermos iniciar ela apenas com o dedão.

Pois bem, pare e segure-a firmemente numa das mãos. Tanto faz esquerda ou direita. Coloque a "palma" do dedão na frestinha entre o rotor e a capa plástica da bola, então com toda velocidade possível leve seu dedão para frente, como se estivesse estralando os dedos, arrastando o rotor com isso. Imediatamente comece a imitar o movimento natural anterior. Não se apresse e tente não perder o movimento – as luzinhas deverão se acender em breve!

Com a prática você pega o jeito e poderá dizer adeus a cordinha 😛

Até porque já perdi a minha cordinha várias vezes -.-;

Acessórios Dremel em Vinhedo, Valinhos e Região

Por um bom tempo andei procurando um certo acessório para minha micro-retífica (rotary tool) dremel, o mandril de aperto rápido 4486. Ter este acessório evita ter de comprar outras pinças, além de tonar muito mais rápido e fácil trocar entre brocas de tamanhos diferentes.

Um dia, passando por acaso na Cosama, em Vinhedo, encontrei este e outros acessórios a um preço muito convidativo. Não me lembro quanto exatamente, mas sei que custavam menos de R$10,00 (chega a custar até R$40,00 em outras lojas do ramo – acho que não souberam evaluar o preço do produto). Recentemente revigoraram seu site e disponibilizaram uma loja virtual.

COSAMA – Coml. Agro Tintas São Matheus Ltda.

Tintas, Ferragens, Ferramentas e Hidráulica

Fones: (19) 3876-3081 / 3876-2443 Fax: (19) 3876-4758
Av. Independência, 7232 – Jd. São Matheus – Vinhedo-SP
Site: www.cosama.net – Email: atendimento@cosama.net

 


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Linus Torvalds e a Contribuição da Microsoft

Traduzindo o tópico de Hugh Pickens para o Slashdot:

 

    “Após a decisão recente da Microsoft em contribuir com 20.000 linhas de código para a comunidade Linux, Christopher Smart, da Linux Magazine, conversou com Linus Torvalds, criador do Linux, e perguntou-lhe se o código era alguma coisa sobre a qual ele estaria contente em incluir em seu sistema, mesmo que seja oriundo da Microsoft.

    “Acredito muito na importância da tecnologia do que na importância política. Não me importo de quem venha, desde que existam sólidas razões para o código, e desde que nós não tenhamos de nos preocupar sobre licenças e etc. Posso fazer brincadeiras sobre a Microsoft de vez em quando, mas ao mesmo tempo, eu considero este ódio a Microsoft uma doença. Eu acredito em desenvolvimento aberto, e isto muitas vezes envolve não apenas tornar o código aberto, mas também não deixar outras pessoas e outras companias de fora.”

     

    Smart perguntou então, se a Microsoft estaria contribuindo com o código para beneficiar a comunidade Linux ou a própria Microsoft. “Eu concordo que esta ação está sendo dirigida por razões egoístas, mas é assim que todo código aberto é escrito! Todos nós ‘cotucamos nossas próprias feridas’. Foi por isso que eu comecei o Linux, foi por isso que comecei o git e é por isso que ainda estou envolvido. É a razão para todos acabarem envolvidos com o open source, em certo ponto”, diz Torvalds. “Então reclamar sobre o fato da Microsoft ter pego uma área egoísta para trabalhar é simplesmente estúpido. Claro que eles escolheram uma área que os ajuda. Esse é o ponto no open source – a habilidade de tornar o código melhor para suas necessidades particulares, para quem quer que este “suas” esteja se referindo”.

 

De longe, um dos argumentos mais sensatos que ja vi até hoje. Muito distante desse outro fanatismo esdrúxulo que encontramos difundido por ai.

C# 3.0 – Guia de Bolso

Alguns dias atrás passei na Saraiva e resolvi comprar alguns livros. Oras, se direto gasto dinheiro com tranqueiras da china, porque não dispensar alguma graninha em algo mais útil?

Pois bem, uma das minhas aquisições foi o livro C# 3.0 Guia de Bolso, Tradução da Segunda Edição. Achei interessante pois minha habilidade .net ficou parada na versão 2.0 por muito tempo. Logo sairá a versão 4.0 e eu ainda nem descobri para que servem essas classes novas Func e Action inseridas no framework.

Para programadores atarefados que desejam um guia compacto de C# 3.0 e LINQ, porém de fácil leitura, o C# 3.0 Guia de Bolso, Tradução da Segunda Edição, informa exatamente o que você precisa saber – sem longas instruções ou exemplos em excesso.

Apesar de sua compactabilidade, este guia de bolso não economiza na profundidade e nos detalhes. Ele adota os desafios conceituais de aprendizagem do C# 3.0 e LINQ.

O guia inclui ilustrações e exemplos de código para explicar:
Os novos recursos do C# 3.0, como as expressões lambda, tipos anônimos, propriedades automáticas, e muito mais.

  • Todos os aspectos da sintaxe C#, tipos predefinidos, expressões e operadores.
  • A criação de classes, structs, delegates e eventos, enums, genéricos e limitadores, manipulação de exceção e iteradores.
  • As sutilezas do boxing, sobrecarga de operação, covariância de delegates, resolução do método de extensão, reimplementação de interface, tipos nullable e operação de lifting.
  • LINQ, começando pelos princípios da seqüência, execução adiada e operadores típicos de query, e finalizando com uma referência completa à consulta de sintaxes – incluindo múltiplos geradores de junção, agrupamento e continuação de queries.

Se você já conhece Java, C++ ou uma versão anterior do C#, o C# 3.0 Guia de Bolso, Tradução da Segunda Edição, é a opção ideal.

 

Pois bem, acontece que, depois de três dias lendo esporadicamente este livro, estou concluindo sua tradução não é das melhores…

O livro em si é ótimo, o conteúdo é exatamente o que eu procurava. Sem enrolações, mas ainda assim com todas as informações mais críticas e interessantes. Para um guia de bolso, não deixa absolutamente nada a desejar.

Mas como nem tudo é perfeito, vez ou outra tive que me deparar com alguns erros de digitação. Poucos, considerando o número de páginas do livro, mas o suficiente para que eu notasse e viesse aqui publicar minha opinião. Existem também algumas traduções que eu particularmente não concordo que deveriam ser feitas, como por exemplo, uma seção onde se traduz where T : new() para Onde T : new(), em restrições de parâmetros genéricos. Mas claro, isto talvez faça sentido de um ponto de vista mais didático.

Ao fim das contas, minha opinião é a seguinte: Se quiser um ótimo guia de referência para C# 3.0, então compre este livro. Ou, se gostar de uma leitura em língua inglesa, busque pelo original.

Álcool Isopropílico em Valinhos e Vinhedo

Algum tempo atrás, precisei de alcool isopropílico (isopropanol) para efetuar a limpeza de alguns componentes eletrônicos e para limpar dies antes de aplicar pasta térmica. Procurei, procurei, e nada de achar esse bendito álcool aqui em Valinhos ou Vinhedo.

Bem, ontem, enquanto dava uma volta pelo movimentado centro de Valinhos, entre outras coisas estranhas que me aconteceram pelo caminho, acabei encontrando uma singela loja de informática e adentrei o recinto apenas por pura curiosidade.

Resultado: Achei onde comprar álcool isopropílico por aqui. Se você procura onde encontrar álcool isopropílico em Valinhos ou Vinhedo, vá até a S.I. Informática na Rua 28 de Maio, nº27, no Centro. O frasco, se não me engano, custa R$8,00. Fones (19) 3849-1932 / 3869-4915 e site http://www.si-informatica.com.br.

Obs: Cuidado! O isopropanol é tóxico se inalado, ingerido ou absorvido pela pele, além de ser altamente inflamável e reagir violentamente com alguns materiais. Sempre utilize luvas e lembre-se de sempre guardá-lo longe do alcance de gatinhos crianças!

I am my own Grandpa!

The following is a (probably buggy) solution for the problem "I am my own grandfather" presented in many Prolog courses. I know it is buggy because some queries produces infinite loops, and some ended up crashing SWI-Prolog – after all, I’ve started learning Prolog today. But at least it answers the ultimate question correctly:

?- grandfather_in_law(i,i).
true .

 

erm.. Does the term "grandfather-in-law" even exist?

 

The Problem

The problem is stated as it follows (in english):

I married a widow (let’s call her w) who has grow-up daughter (call her d). My father (f), who visited us quite often, fell in love with my step-daughter and married her. Hence my father became my son-in-law and my step-daughter became my mother. Some months later, my wife gave birth to a son (s1), who became the brother-in-law of my father, as well as my uncle. The wife of my father, that is my step-daughter, also had a son (s2). Now I am my own grandfather. (aus N. Wirth, "Algorithms + data structures = programs"

In portuguese:

Eu me casei com uma viúva (W) que tem uma filha adulta (D). Meu pai (F), que nos visitava
freqüentemente, apaixonou-se por minha enteada e casou-se com ela. Logo, meu pai se tornou meu enteado e minha enteada tornou-se minha madrasta. Alguns meses depois, minha mulher teve um filho (S1), que se tornou cunhado do meu pai, assim como meu tio. A mulher do meu pai, isto é, minha enteada, também teve um filho (S2). Agora eu sou meu próprio avô.

And as a Youtube video:

 

The Proof

(Feel free to correct me if you wish)

    male(i).
    male(f).
    male(s1).
    male(s2).
    married(i,w).
    parent(w,d).
    parent(f,i).
    married(f,d).
    parent(w,s1).
    parent(i,s1).
    parent(f,s2).
    parent(d,s2).

    married(X,Y) :- tmarried(X,Y).
    tmarried(X, Y) :- married(Y,X).

    female(X) :- not(male(X)).

    %% Normal relationships
    father(Parent, Child) :-
        parent(Parent, Child),
        male(Parent).

    mother(Parent, Child) :-
        parent(Parent, Child),
        female(Parent).

    sibling(X,Y) :-
        parent(F, X),
        parent(F, Y), X = Y.

    uncle(Uncle, Nephew) :-
        parent(Parent, Nephew),
        sibling(Parent, Uncle),
        male(Uncle).

    grandparent(Grandfather, Grandchild) :-
        parent(X,Grandchild), parent(Grandfather,X).

    %% In-law relationships
    sibling_in_law(X,Y) :-
        parent(P,X),
        parent_in_law(P,Y),
        X = Y.

    sibling_in_law(X,Y) :-
        parent(P,Y),
        parent_in_law(P,X),
        X = Y.

    parent_in_law(Parent, Child) :-
        parent(Partner, Child),
        married(Parent, Partner).

    uncle_in_law(Uncle, Nephew) :-
        parent_in_law(Parent, Nephew),
        sibling(Parent, Uncle),
        male(Uncle).

    grandparent_in_law(Grandparent, Grandchild) :-
       ( parent_in_law(X, Grandchild), parent_in_law(Grandparent, X) );
       ( parent(X, Grandchild), parent_in_law(Grandparent, X) );
       ( parent_in_law(X, Grandchild), parent(Grandparent, X) ).

    grandfather_in_law(Grandfather, Grandchild) :-
        grandparent_in_law(Grandfather, Grandchild),
        male(Grandfather).

 

Now lets try and query grandfather_in_law(i,i). to see what if gives back.

And the answer is…

42 .

 

Now I know why everybody loves this language so much 🙂

Como Trocar a Bateria da CMOS de Notebooks HP

HP-20Pavilion-20DV6000-1_thumb-5B5-5D

HP Pavilion DV6000-1 Num post anterior, discutimos sobre o problema de superaquecimento dos notebooks HP dv6000 e descrevemos como recuperamos e atenuamos o problema no nosso HP dv6109us. No entanto, ainda há algo neste assunto que me inqueta.

 

 Por que o problema sempre demora aproximadamente 1 ano e meio para surgir?

 

A impressão é que os aparelhos foram programados para dar problema após 13 ou 14 meses de uso. Na internet várias pessoas relatam o aparecimento de problemas na wireless após 13 meses, sendo que um mês depois, o notebook apaga e não liga mais.

Já ouvi histórias de que o superaquecimento primeiro causa falha no chipset nForce, e que por isso o wireless cai primeiro. Em seguida, o as soldas da GPU se dilatam até que uma hora trincam. Mas então, porque elas não trincaram logo nos primeiros meses de uso?

E se não estou enganado, o outro controlador que alegam apresentar problemas fica do outro lado da placa mãe, bem longe da GPU. Como o superaquecimento poderia se espalhar tao longe?

Bom, minha suspeita é a seguinte. O que dura cerca de 1 ano e meio na maioria dos computadores, assim que efetuada a compra, e que todo mundo tem de trocar um dia?

 

Bateria HP dv6000 descarregada
A bateria da CMOS.

 

 

Localização da Bateria CMOS em VerdeE adivinhem? Ela fica do lado do chipset nForce, do lado do WiFi. Meu palpite é que estes dois podem estar relacionados de alguma forma.

 

Pode ser que não tenha nada a ver, mas de qualquer maneira teremos que trocar nossa bateria pois ela se esgotou. Uma bateria CMOS descarregada num notebook é mais difícil de descobrir, pois o sintoma mais comum deste problema, o reset do relógio do sistema, so ocorrerá se o note estiver fora da energia, sem bateria e desconectado da internet (o Windows ajusta o relógio automaticamente pela internet de vez em quando). O máximo que poderá acontecer é o note atrasar algumas horas durante a noite.

 

Update: Bom, acho que na verdade pode não ter nada a ver mesmo 😛 Como alerta o visitante Diego, em seu comentário mais abaixo, a wireless não é controlada pelo south bridge nForce (MCP51), mas sim pelo problemático north bridge (cujas soldas trincam devido à fadiga térmica). Uma pena, pois teorias da conspiração são deveras mais legais!

Obs: se for realmente trocar a bateria, faça com o notebook completamente desligado. Retire a bateria (a grande principal, de alimentação) e desconecte o plugue da fonte, se ele estiver conectado.

 

Substituindo a Bateria De Seu Notebook HP Pavillion dv6000

Se você já substituiu uma bateria de um desktop comum pode achar que a bateria do notebook é diferente das que você está acostumado a trabalhar. Inclusive, há “assistências” que cobram de R$50 à R$90 reais para trocá-la, sem jamais contar ao cliente que uma bateria dessa pode ser comprada em qualquer relojoaria por R$3,70. Esse foi o valor que paguei na Cetra, em Vinhedo, que não é uma relojoaria mas sim uma loja de informática (e bem bacana por sinal).

A bateria é do tipo CR2032 comum, com a diferença que está com um conector colado para ser plugado diretamente na placa mãe.

 

Para começar, despluguamos a bateria da placa mãe e a descolamos a borrachinha branca que a prendia no lugar. Com um estilete, cortamos a capa mais externa com cuidado para não cortar os fios ou estragar o encape de plástico que circundava a bateria.

Bateria original HP dv6000Bateria original HP dv6000 

A seguir, fizemos um corte no disquinho de plástico para retirá-lo por inteiro.

Bateria original HP dv6000 desmontada 

Com a bateria nova, soldamos os conectores nos polos corretos, com o vermelho positivo indo no lado marcado por um sinal de “mais” na bateria. (soldar os conectores na bateria pode danificá-la, mas nós fizemos assim mesmo).

A seguir, transferimos o disquinho de plástico (que evita que os polos se toquem) para a bateria nova e verificamos com o multímetro se ela havia sobrevivido ao processo e nao estava em curto, que marcou 3.2v. É normal uma bateria nova marcar mais do que seu valor nominal, que seria de 3v.

Bateria nova HP dv6000 adaptada

Finalmente, encapamos a bateria novamente com fita isolante (de preferência use fita de autofusão), colamos a borracinha branca embaixo novamente e a conectamos à placa mãe, fixando no mesmo lugar de antes.

Testando

Com tudo novamente no lugar, voltamos a bateria e conectamos a fonte e ligamos o notebook. Em primeiro lugar, aguardamos o logo da HP aparecer na tela para então apertarmos F10 e entrarmos na BIOS. Ajustamos a hora correta, demos um “reset default settings” e em seguida um “save settings and reboot”. Ao entrar no Windows, verificamos que tudo estava (na medida do possível) em ordem.

Agora, precisávamos verificar se bateria estava realmente aguentando segurar as configurações. Desligamos o notebook completamente, removemos a bateria (a grande) e desconectamos a fonte de energia. Para remover quaisquer resquícios de energia, seguramos o botão power do notebook por cerca de 60 segundos e o deixamos quieto por mais uns 10 minutos sem nenhuma fonte de energia.

Após esperar este tempinho, tudo o que tínhamos a fazer era religar a bateria e a fonte e entrar na BIOS novamente para verificar se o relógio ainda estava regulado – é melhor entrar na BIOS antes de tentar ligar o sistema todo pois o Windows poderia ajustar o relógio automaticamente com um servidor de tempo na internet antes que pudéssemos conferir o resultado. Tudo estava em ordem 🙂

HP dv6000 não liga mais – o que fazer?

7-02-08-nvidia

HP dv6000

De uma hora pra outra, seu notebook não ligou mais. Talvez ele já estivesse estranho, com o wireless deixando de funcionar. Algumas travadas, tela embaralhada; e algum tempo depois, veja só! Você tenta ligar, as luzes acendem por um tempo, se apagam, e o computador não liga.

Pois é, este é um problema bem conhecido, e de fato, quase todos modelos de notebook da HP que combinam processador AMD e chipset NVIDIA podem (ou irão) apresentá-lo.

 

A HP identificou um problema de hardware com alguns notebooks HP Pavilion séries dv2000/dv6000 e Compaq Presario séries V3000/V6000 e também lançou um novo BIOS para esses notebooks: versão F.39 para dv2000/dv6000 e versão F.3D para dv6000/V6000.

 

Conheci o problema depois que dv6109us da minha namorada parou com os mesmos sintomas. Segundo a etiqueta da HP na parte inferior do case, o modelo é o dv6109us, número de produto RN910UA#ABA que é no entanto referido no site da HP como dv6109om por alguma razão que desconheço. Possui um processador Turion 64 e um chipset de video (compartilhado) NVIDIA Go 6150.

 

Sobre o problema

NVIDIA No entanto, nos informamos melhor sobre este problema entre os HPs com processadores AMD e chipsets NVIDIA um tanto tarde, somente após o primeiro susto. Após um ano e meio de funcionamento, o notebook reiniciou umas duas vezes, e num instante apresentou a tela embaralhada. Depois disso, não ligou mais. O máximo que fazia era acender algumas luzinhas azuis para então morrer de novo, sem mostrar nada na tela.

O problema? O superaquecimento do chipset NVIDIA faz com que algumas de suas soldas trinquem e alguns pinos do chip se desconectem da placa mãe. Por sorte, na maioria dos casos não chega a danificar nenhum circuito.

Após uma breve procura na internet, vimos que não estávamos sozinhos: o problema da combinação HP+AMD+NVIDIA estava diretamente relacionada aos chips nvidia e afetava uma variedade de modelos de notebooks não somente da HP como da Dell, e estaria atingindo até mesmo desktops.

A HP lançou uma atualização de BIOS que tenta amenizar o problema, mas bem, se esta foi uma falha de projeto, não existirá software que o elimine completamente e certamente todos os modelos afetados estão fadados a falhar mais cedo ou mais tarde. É triste, mas é verdade. Além do mais, a solução encontrada pela HP para aliviar o problema não passa de uma gambiarra. É que notebooks desligam suas ventoinhas para economizar energia, e são muito bons no gerenciamento que fazem. As vezes operam com seus fans completamente desligados, e mesmo assim, ficam bem longe de queimar.

Mas para remediar o problema da NVIDIA, do qual a HP certamente não é a culpada, a HP fez a única coisa que estava a seu alcance: manter a ventoinha do processador ligada o tempo todo. Ótimo para os processadores, péssimo para sua bateria. Isso quer dizer que, se antes você achava que sua bateria durava pouco, acostume-se, pois agora ela vai durar muito menos. Mas pelo menos o computador vai funcionar um pouco mais 🙂

Sobre a extensão da garantia

Ao descobrir o problema, a HP extendeu a garantia destes produtos automaticamente em 2 anos e efetuou uma espécie de “recall” dos modelos atingidos. Infelizmente, no nosso caso não éramos elegíveis para o reparo gratuito pois a garantia HP se refere apenas ao país de origem, e nosso notebook era importado. Vale a pena ler o anuncio oficial da HP sobre a extensão da garantia e ligar no call center da HP do Brasil em 0800-709-7751 para mais informações se estiver na dúvida.

Procurando uma "assistência"

Na primeira vez, decidimos procurar uma assistência especializada que fazia este tipo reparo pois não queríamos arriscar perder de uma vez o que ainda tinha conserto. O "técnico" (na verdade deveria ser apenas um atendente muito mal informado, mas vamos lá) nos disse que poderia tentar reparar o componente mas que não havia garantia nenhuma do serviço, pois este era reincidente. Até ai tudo bem. Perguntei se ele poderia atualizar a BIOS para tentar solucionar de vez o problema mas, pelo jeito, o rapaz não sabia do que eu estava falando, já que disse que "não seria possível" e firmou-se em dizer que se eu "perdesse a senha da BIOS o computador não ligaria mais" (?). Ou o cara não queria correr o risco de fazer besteira, ou realmente queria que o problema aparecesse de novo para eu pagar novamente pelo serviço. Bom, deixei lá assim mesmo.

Alguns dias depois, o computador voltou. E funcionando! Por cerca de umas 2h o note realmente funcionou, até apagar de novo e voltar com o mesmo problema.

 

Bom, não adianta, é como diz o ditado: Se quer algo bem feito, então faça você mesmo!

 

Parte II: Faça você mesmo >>

HP dv6000 não liga mais – o que fazer? (parte II)

406-256-BGA_thumb

Parte II: Faça você mesmo!

A solução é simples. Se a solda soltou, é só soldar de novo! O problema é que não podemos usar um ferro de solda comum pois estamos lidando com SMDs, ou surface-mount devices, cujos pinos são tão minúsculos que um ferro de solda os grudaria todos juntos.BGA

Além do mais, o chipset é do tipo BGA, que requer uma técnica diferente para ressoldagem, conhecida como "solder reflow". Para fazê-la vamos precisar de um soprador térmico que chegue aos 250~300ºC, mas ja li relatos de pessoas que fizeram com o secador de cabelos, e no youtube tem gente que fez até com pavio. E parece que todos funcionaram. Não sei se tão bem quanto usando um soprador térmico como faremos aqui, mas para quem estiver disposto à arriscar… deve valer a tentativa!

 

Mas, se tivéssemos dinheiro, certamente compraríamos uma maquininha dessa aqui e aproveitaríamos para abrir uma empresa, pois há pessoas lucrando muito realizando este tipo de reparo nas centenas de notebooks HPs que falharam e ainda falham por aí!

 

Se você está decidido a tentar consertar seu próprio notebook e continuar lendo este artigo, primeiro leia com atenção o parágrafo abaixo. Continue lendo apenas se concordar com cada palavra escrita.

Antes de começar, leia com atenção:

Tenha em mente que, em nenhuma hipótese o autor desse blog poderá ser responsabilizado por danos diretos ou indiretos, especiais ou incidentais de qualquer natureza resultante ou em conexão com o uso ou execução de informações disponíveis neste site. Assim sendo, o autor não se responsabiliza por qualquer decisão ou medida adotada com base em informação contida neste website, e tampouco por prejuízos daí decorrentes. Como as informações contidas neste site poderão ser atualizadas ou modificadas em qualquer momento e sem prévio aviso, não devem ser interpretadas como definitivas. Lembre-se: você esta sob sua própria conta e risco. E no caso de qualquer problema ou acidente, a responsabilidade é exclusivamente sua. Se não concorda, não siga este material, pois ele não foi feito para ser seguido.

Isto não é um tutorial nem um guia, apenas um relato de como recuperamos nosso aparelho. As informações aqui disponíveis são destinadas exclusivamente para fins educacionais e/ou curiosidade.

E não se esqueça: A HP extendeu a garantia destes produtos automaticamente em 2 anos. Antes de tudo, tente acionar a garantia HP. Caso você tenha certeza de que é elegível para o reparo gratuito, tente ser mais firme quanto a isso na autorizada, ela não pode se negar a realizar o serviço. De uma olhada no anuncio oficial da HP sobre a extensão da garantia e tente ligar no call center da HP do Brasil em 0800-709-7751.

Algumas Precauções

Se mesmo assim decidir continuar, tenha certeza de tomar algumas preucauções. Certifique-se de estar livre de eletricidade estática enquanto manuseia placas de circuito. Se você não tem uma pulseira anti-estática, ao menos toque em uma superfície metálica de vez em quando ou, mais simples ainda, faça o manuseio das peças descalço (obviamente desligue-o da tomada e retire a bateria antes deste passo).

Também lembre de ter uma superfície limpa e com espaço suficiente para se trabalhar adequadamente. Outro requisito muito importante é ler o artigo por completo antes de tentar qualquer coisa, caso você decida consertar seu note você mesmo. Tente pesquisar mais sobre o assunto antes.

Material Necessário

Ao decorrer do reparo, fomos precisando dos seguintes itens:

 

Então, depois de pesquisar muito na internet, ler alguns fóruns e assistir alguns vídeos no youtube, finalmente criamos coragem e começamos a desmontar nosso notebook!

Parte III: Desmontando >>