HP dv6000 não liga mais – o que fazer? (parte III)

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Parte III: Desmontando

Antes de começar, despluguamos a fonte de alimentação e removemos a bateria. Viramos o notebook de forma que a parte inferior estivesse voltada para nós e o apoiamos sob uma superfície macia para evitar arranhões na parte de cima. A luva do próprio notebook serviou perfeitamente para esta função.

Parte Inferior

Começamos retirando os parafusos da parte inferior do notebook. Há dois compartimentos em que não foi necessário retirar os parafusos, pois estes saem junto com as tampas e ficam seguros em suas posições. Em um destes compartimentos está o HD, no outro estão os módulos de memória e o WiFi.

Módulos de MemóriaHard Disk e WiFi

Para retirar o HD, o levantamos pela abinha de plastico e o guardamos longe de peças imantadas (como nossa chave philips). Para retirar as memórias, basta puxar as duas abinhas metálicas de forma a liberar os chips, que se inclinam 45º imediatamente e saem sem esforço. Para retirar o WiFi, desconectamos os cabinhos (o cinza da esquerda, o preto da direita) e retiramos seus parafusos. Como as memórias, o chip se inclina automaticamente e sai com facilidade.

Vista inferior HP dv6109us

Continuamos removendo todos os parafusos da parte inferior, incluindo os dois que estão ao lado do WiFi e o que está embaixo do HD. Na barrinha de plástico dentro do compartimento das memórias está escrito "remove" e há duas setinhas apontando os parafusos hexagonais que também devem ser retirados. Adaptamos uma chave para girá-los, mas um alicate pequeno também serviria.

Parafuso sob HD Drive de DVD

Após retirar o parafuso indicado em verde na imagem acima à direita, é possível retirar o drive de DVD. Ao retirar o drive, existem mais 3 parafusos escondidos na lateral do compartimento que devem ser retirados. Depois de retirarmos todos parafusos, inclusive aqueles que estavam no compartimento da bateria, pudemos virar o notebook para cima para começarmos a abrir e desencaixar a parte superior.

 

Painel frontal superior

Parte Superior

Começamos desencaixando (apenas desencaixando, não puxando, pois há cabos conectados) o painel frontal onde ficam os botões de power e volume. Em seguida, desencaixamos o teclado, prestando atenção no flat cable que o conectava à placa mãe (indicado em roxo na figura abaixo). Para retirá-lo, é necessário primeiro puxar as duas abinhas cinza escuro do conector para desprendê-lo, e só então puxar, sem fazer força.

 

Base do teclado

 

Agora já era possível retirar os cabos que ligam o painel superior apenas puxando-os de seus conectores, indicados em verde na figura acima. Desconectamos também o touchpad (conector pequeno ao lado do conector do teclado) da mesma maneira que fizemos anteriormente, primeiro desprendendo suas travinhas e em seguida desconectando o cabo, sem fazermos força.

Em sequência, retiramos o display e a peça de plástico do case que fica atrás dos parafusos do display. Esta peça prende a base de metal que protege a placa mãe. Retiramos todos os parafusos que prendem essa base de metal e aproveitamos para ir soltando o resto do case superior que, caso realmente tivéssemos tirado todos os parafusos da parte de baixo, estaria apenas encaixado na parte inferior. Foi preciso cuidado ao retirar ao display, pois os fiozinhos cinza e preto, que são a antena do WiFi, estavam presos a base de metal. O melhor foi mantê-los presos e retirar a base e o display juntos de uma vez.

Desparafusando o display Placa mãe ainda presa

 

Estávamos quase lá! Uma vez removida a base de metal sob o teclado, finalmente chegamos à placa mãe. Removemos o parafuso que segura o cooler, os dois sobre a pecinha de metal e os outros perto do controle remoto. Desencaixamos o suporte do controle remoto e levantamos a placa, que estava presa pelos cabos que vem da fonte de energia e pelo que vem dos plugs de audio. Desconectamos todos e retiramos a placa, tomando cuidado com os conectores que enroscavam na esquerda do case.

Retirando suporte do controle remotoPlaca mãe desencaixada

 

Pronto! A esta altura a placa mãe estava finalmente solta e pronta para ser manuseada.

Placa mãe HP dv6109us

 

Parte IV: Ressoldando! >>

HP dv6000 não liga mais – o que fazer? (parte IV)

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Parte IV: Ressoldando!

Finalmente, a etapa em que traremos nosso notebook de volta à vida!

Antes de continuar, devo ressaltar novamente: se for seguir este material, tenha certeza de que quer fazer isto. Você pode danificar seu notebook para sempre e a única saída será comprar uma nova placa mãe, que custará em torno de R$1800. Fizemos este procedimento pois a garantia do produto já havia terminado, e como o produto era importado não o podíamos enviar para o recall, que se restringe ao país de origem (no nosso caso, os estados unidos). Este procedimento deve ser adotado apenas em última instância, se você não tiver medo de perder seu notebook ou se não tiver outra alternativa.

Cuidadosamente, retiramos o dissipador de calor da placa, primeiro desconectando o cabinho, depois removendo o parafuso acima da GPU e os outro quatro que guardam a CPU na sequência indicada (há os números 1-2-3-4 escritos perto de cada parafuso, você deve removê-los em ordem para evitar danos à CPU por pressão excessiva em apenas parte do chip). A GPU é o chipset gráfico que está nos causando problemas e está marcada em vermelho na figura da esquerda logo abaixo. Se houver uma borracinha colorida cobrindo a placa, a retire (e guarde) e você verá a palavra "NVIDIA" escrita no topo do circuito. Este quadradinho preto é conhecido como die e é também o núcleo do chip.

Chipset NVIDIA Geforce Go 6150 Processador AMD Turion 64

Continuando, destravamos o processador girando a travinha para a posição "open" e o guardamos num local seguro. Tenha certeza de estar livre de estática se fizer isso! Aproveite para limpar qualquer resquício de pasta térmica que esteja sob os dies do processador e da gpu com o pano macio e o álcool isopropílico (cuidado pois o álcool isopropílico é tóxico – esteja usando luvas e não o inale).

Agora iremos começar a ressoldagem da placa. Para isso, embrulhamos a placa mãe em papel alumínio usando duas voltas (como queremos manter o calor longe da placa, embrulhamos com a parte mais brilhante voltada para o lado de fora). Com a unha, marcamos a posição do chipset gráfico até cortar o papel, que se desprende com certa facilidade. Perto do chip, fixamos o papel junto da placa, mas no restante deixamos um colchão de ar entre ela e o alumínio. O resultado está na foto à seguir:

Pronta para o forno!

 

Estava chegando a hora de usarmos nosso soprador térmico. Para nossa sorte, no youtube há um video demonstrando essa etapa, detalhando todas as fases do processo. Bom, na verdade o vídeo é um tanto monótono, mas ao menos é bem completo! O ideal seria acompanhar as temperaturas usando um termômetro infravermelho, mas nos viramos sem um apenas seguindo o video.

 

 

Obs: Preste atenção nas temperaturas e não despreze as etapas de pré-aquecimento e resfriamento: se você subir a temperatura rápido demais, ou abaixar rápido demais, sua placa mãe ou seus componentes poderão trincar; e ai não terá mais volta! Abaixo está a descrição de cada etapa da ressoldagem:

1) Preheat ou pré-aquecimento, que consiste em gradualmente elevar a temperatura até a zona de pré-aquecimento em que os solventes serão evaporados da pasta de solda;

2) Flux Activation ou ativação do fluxo, que consiste em elevar a solda desidratada até uma temperatura em que ela se torne quimicamente ativada, permitindo que reaja com e remova óxidos e contaminantes da superfície;

3) Actual Reflow ou refluxo proproiamente dito, que consiste em elevar a temperatura até o ponto em que a solda derreta um filete de solda se forme entre o componente e a placa. A temperatura de pico deve ser significantemente superior que o ponto de derretimento da solda para assegurar uma boa liga, mas não tão alta para não danificar os componentes;

4) Cooldown ou resfriamento, que consiste em abaixar a temperatura em velocidade alta o suficiente para formar pequenos grãos que aumentam a resistência da solda mas também baixa o suficiente para evitar danos termomecânicos aos componentes, até que a solda se torne sólida de novo, formando uma boa liga metalúrgica entre os componentes e a placa.

 

Bom, no nosso caso, acabamos usando uma arminha um pouco mais potente do que o necessário pois era o que tínhamos à mão 🙂

Cozinhando à 300ºC! Solder reflow

Obs: Sim, isto é uma cozinha!

 

Terminado o processo, e com esperança de tudo ter dado certo, pudemos então tentar arrumar a origem do problema para que ele não ocorresse novamente!

 

Parte V: Corrigindo >>

HP dv6000 não liga mais – o que fazer? (parte V)

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Parte V: Corrigindo a raiz do problema

O que tínhamos a fazer agora era cuidar para que o superaquecimento não ocorresse novamente. Lembra daquela pecinha de borracha que estava entre o chipset e o dissipador de calor? Pois bem… podíamos retorná-la em seu lugar como se nada tivesse acontecido, montar o computador e usar por algum tempo até ele queimar de novo, ou… fazer um contato de verdade, de metal, que melhorasse o fluxo de calor até o dissipador e diminuísse a temperatura do chipset.

O problema é que se você errar muito na espessura no metal, na hora de prender o dissipador a pressão no chip pode ser muita, e o chip pode rachar. E ai não tem mais volta…

Melhorando o fluxo de calor para o dissipador

Mas no nosso caso, esta já era a terceira vez que o problema acontecia. Na segunda, fabricamos nossa própria pecinha de cobre com cerca de 2mm de espessura e usamos o computador por um dia inteiro até a solda trincar de novo. Talvez o cobre não estivesse polido o suficiente. Na terceira vez, decidimos adaptar uma outra solução que encontramos num forum pela internet que não me recordo o nome:

Pasta térmica Akasa Num post, um rapaz parece ter resolvido o problema dobrando alumínio de marmitex (soluções brasileiras são sempre as mais legais) e recheando com pasta térmica até conseguir a espessura adequada. Em todo caso, é bom lembrar de limpar as superfícies (do dissipador e dos dies, tanto do chipset quanto do processador) utilizando álcool isopropílico e de estar sempre usando luvas, tanto para proteger suas mãos do álcool quanto para proteger os circuitos da gordura de suas mãos quando for aplicar a pasta.

 

 

Como tínhamos alguns metros de folhas alumínio industrial sobrando na despensa, recortamos uma tira como a da figura acima, a limpamos com álcool isopropílico, dobramos como uma sanfona, e na última dobra, demos a volta na peça para evitar que abra. Reabrimos a peça, passamos pasta em todas dobras (utilizando uma quantidade mínima, sempre), a dobramos de volta e então a firmamos com um alicate, formando uma peça retangular de alumínio contendo pasta térmica entre suas camadas internas.

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Finalmente, aplicamos a pasta térmica no die do chipset e na parte externa da peça, a substituímos no dissipador, prendemos tudo, conectamos algumas coisas, ligamos e…

 

Notebook HP dv6109us consertado após ressolda do chipset de vídeo

Tcharam!

 

Para ligar a primeira vez, conectamos apenas o mínimo necessário para verificar se o método havia funcionado. Conectamos o cooler na placa-mãe, o conector da placa que contem a entrada de energia, colocamos alguns parafusos para prender a placa-mãe ao case, encaixamos as memórias, o conector do painel que contem o botão power e conectamos o LCD. Pressionamos o botão power para ligar e aguardamos apenas o tempo suficiente para visualizar o lindo logo da HP aparecendo na tela e então o desligamos de novo, evitando as possíveis mensagens de erro que apareceriam na tela devido ao note estar pela metade.

dv6109us desmontado Concreto armado, eu te amo! S2

 

Finalmente, a Conclusão!

Continuamos remontando nosso notebook para verificar se as temperaturas estavam num nível aceitável. Atualizamos a BIOS e então conferimos o resultado final. O chipset gráfico ficou muito bom, com temperaturas em torno de 50°. Mas como não limpei direito o processador, acho que sua temperatura aumentou uns 5°C na média. Se a solda trincar de novo, presto mais atenção da próxima vez!

HP dv6109us ligando após reparo no chipsetDesktop Notebook HP 
Temperatura da placa mãe, processador e chipset de vídeo Temperatura do chipset de vídeo

Para medir a temperatura do laptop, utilizamos o software SIW, freeware que pode ser obtido nesta página. Já para medir a temperatura do vídeo, basta entrar no painel de controle NVIDIA, clicando com o botão direito no ícone NVIDIA ao lado do relógio do Windows e selecionando “NVIDIA Display -> Monitor do Laptop".

 

 

Bom, foi assim que economizamos mais R$200 para alguem ter feito o mesmo. Caso não desse certo, provavelmente tentaríamos a ressolda denovo. Se mesmo assim não resolvesse, bom, meu sogro já havia encomendado um lindo LG E500-K, que, além de ser melhor do que o HP antigo, ainda saiu mais barato!

Além do mais, por mais que o dissipador esteja melhorado, ainda era preciso atualizar a BIOS para a versão mais recente para não arriscar perdê-lo de novo. Agora estamos o utilizando sem bateria, apenas em casa, como se fosse um desktop para não forçá-lo muito. A atualização da BIOS F.3D para notebooks com processadores AMD pode ser obtida na página do produto HP e não leva mais do que 5 minutos para instalar. Mas tenha certeza de ler as instruções que aparecem na tela com atenção e de sempre segui-las à risca!

Qualquer outra dúvida ou sugestão, deixe um comentário!

 

Agradecimentos

Agradecimentos à minha namorada pela oportunidade de aprender um pouco mais, por emprestar a câmera fotográfica e por cozinhar pães de batata enquanto a gente cozinhava o notebook! E ao meu sogro por deixar (e me ajudar) a mandar 300ºC diretos na placa mãe do seu próprio notebook sobre a mesa da cozinha!

 

E a você, que está lendo, obrigado pela leitura! 🙂

 

 

Edit em 25/02/2009: Parte VI incorporada ao post original, considerando o feedback das pessoas que tentaram o mesmo procedimento para recuparar seus notebooks HP. Parabéns a quem conseguiu!

 

  • Parte VI: Feedback! >>
  • HP dv6000 não liga mais – o que fazer? (parte VI)

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    Parte VI: Feedback!

    Como imaginei, alguns leitores resolveram arriscar e tentar seguir o mesmo procedimento que nós. Parabéns aos que conseguiram recuperar seus aparelhos! No entanto, gostaria que prestassem muita atenção às temperaturas que seus chipsets e processadores estão trabalhando para verificar se o trabalho foi realmente realizado corretamente. É imprescindível também que todos atualizem suas BIOS uma vez que o sistema volte a funcionar, se não em pouco tempo todo trabalho realizado poderá ser perdido novamente!

     

    Aos que não conseguiram, bom, devo ressaltar que nem todos notebooks são recuperáveis com este método. Se a solda trincou de uma maneira que uma das “balls” da ball grid array se soltou, o chip deverá ser removido e sua solda refeita, o que só pode ser feito numa estação de ressolda profissional como essa aqui

     

    Estação de ressolda profissional

     

    Mas se você estiver se sentindo esperançoso, ainda há alguns outros procedimentos que valem a pena tentar para verificar se a trabalheira não foi em vão e você, finalmente, conseguir recuperar seu notebook.

    Caso o notebook esteja da mesma forma ou se ele passou a emitir sinais sonoros (um beep longo e dois curtos), mas mesmo assim nada aparece na tela:

    O primeiro procedimento a ser testado consiste em tentar retirar toda energia acumulada no aparelho. Retire a bateria do notebook, desplugue o cabo de alimentação, e, com o notebook totalmente sem energia, segure o botão power por cerca de 60 segundos. Ligue apenas o cabo de força e tente ligar normalmente.

    O segundo consiste em repetir a ressolda com o soprador térmico. Talvez você não tenha aplicado calor suficiente da primeira vez e a solda não ficou bem feita. Preste atenção ao estágio de pré-aquecimento e espalhe bem o calor por toda a placa.

    O terceiro também consiste em repetir a ressolda com o soprador termico. Porém desta vez, ao invés de concentrar o calor no chipset de vídeo, concentre no chipset nForce, que fica do lado do WiFi e está geralmente protegido por um plástico preto adesivo (que deve ser retirado, obviamente, antes de começar o refluxo da solda). O chipset nForce é responsável por coordenar a placa mãe e também pode se aquecer demais. Acredito que a falha no WiFi esteja mais relacionada com este circuito, já que estão tão próximos, porém é quase um chute. De novo, se quiser arriscar tente por sua conta e risco.

    Caso o notebook ligue e entre no Windows, mas o Wireless ainda não funciona:

    Se você conseguiu fazer o notebook ligar, mas o Windows ainda não reconhece o Wireless (e nem a luzinha azul do painel do notebook acende mesmo quando há redes sem fio presentes), tente primeiro resetar a BIOS. Aproveite e veja se a bateria da BIOS não está descarregada, como foi o nosso caso. Se mesmo assim não resolver, formate e reinstale o Windows (você fez aqueles discos de recuperação da HP, certo?)

     

     

    Com o tempo, novas informações serão adicionadas aqui. Boa sorte!

     

    Recuperando Informações de Papel Termosensível

    samsung_srp-350plus_black O papel termosensível é o papel utilizado em impressoras térmicas como aquelas encontradas em caixas eletrônicos, aparelhos de fax, caixas registradoras ou maquininhas de cartão de crédito. São uma maneira rápida e barata de imprimir informações pois não requerem tinta como impressoras comuns. O cabeçote da impressora esquenta e marca o papel, que fica preto marcando as letrinhas que contrastam com seu fundo branco, amarelo ou azul.

    Pois bem, o que muita gente não sabe que este tipo de papel tem um prazo de validade para manter o texto que é impresso.

    Em condições ideais, dizem os fabricantes, o texto pode se mantêr legível por um prazo de até 5 anos. Mas, como bem se sabe, quaisquer condições ideais são realmente difíceis de se atingir num mundo tão real, ainda mais quando ninguém diz ao consumidor exatamente quais seriam essas tais condições. Na maioria dos casos, o texto acaba sobrevivendo por, no máximo, dois meses até se transformar num simples pedaço de papel em branco dentro da sua pasta de documentos importantes.

    Para preservar a informação, só há uma solução permanente: tirar uma fotocópia do documento antes que o texto se perca para sempre.

    Mas é claro, como ninguém acha que vai precisar dessa informação no futuro, certamente o arrependimento só ira bater quando aquele produto que você comprou ano passado estiver começando a dar defeito à um mês de acabar a garantia e seu único comprovante de compra fora impresso neste tipo de papel. E acredite, isto acontece com mais frequência do que se imagina.

    Mas e agora?

    Existe um método para recuperar o texto deste tipo de papel, mas é um tanto arriscado, pois você pode perder o texto pra sempre. Esta manhã, consegui recuperar parciamente um papel de 4 anos atrás, o suficiente para ler a informação que eu estava procurando.

    ironcart2O truque é utilizar alguma fonte de calor para aquecer o papel novamente, como o secador de cabelos ou o ferro de passar roupa. Como não tinha um secador potente à mão, optei pelo bom e velho ferro de passar roupas para recuperar meu documento. Antes de começar, certifique-se de estar usando a função “à seco” (sem vapor) para roupas de algodão (deve haver uma indicação no termostato).

    A seguir, comece praticando em partes não importantes do papel, como as bordas, para verificar os resultados. O papel deve tornar-se escuro, e as partes que antes continham texto devem agora permanecer na cor original, num efeito alto-contraste.

    Mas cuidado, pois permanecer tempo demais com o ferro sobre o papel borra também as partes escritas e o texto se perde novamente. Pratique e fique atento a cada passada do ferro, pois a próxima pode, literalmente, queimar o papel para sempre!

    Árvore AVL em C++

    Aqui está um código em C++ para uma Árvore AVL visando fins mais educacionais do que práticos. Apesar da teoria ser muito importante, não adianta nada ler pseudo-algorítmos sem saber como a teoria pode ser, de fato, aplicada. Ainda mais quando a maioria dos livros-texto deixa o método de remoção como exercício. Que mania!

    A Árvore apresentada abaixo utiliza apenas uma técnica que pode parecer estranha, a primeira vista, para quem está acostumado a tratar com árvores em algoritmo puro. As subárvores esquerda e direita, presentes em cada nó, estão dispostas em um vetor de dois elementos. Isto traz uma vantagem imensa na hora de rotacionar a árvore, pois corta a necessidade de métodos auxiliares pela metade. Ao invés de termos de implementar rotações à esquerda e depois a direita, por exemplo, aproveitamos um mesmo método para realizar a operação de rotação em ambas as direções.

    Fora este recurso adicional, o restante da implementação é bem similar aos textbooks que encontramos por aí. O nó não precisa de uma referência adicional ao seu pai (que é desnecessária, por sinal) e guarda apenas seu fator de balancemento (outras implementações guardam sua altura). O código é orientado a objetos (nada de código C disfarçado), e não está sobrecarregado com templates, embora qualquer um possa modificar o código de forma a suportá-los facilmente.

    Continue reading →

    Invertendo os Canais de Áudio no Linux

    Se você, como eu, teve de dispor suas caixinhas de som ao contrário em sua prateleira simplesmente porque o comprimento do fio não dava conta de chegar ao outro lado, pode aproveitar esta dica aqui e de quebra evitar ter de fazer mais uma gambis na sua mesa.

    Como root, abra o arquivo /etc/asound.conf:

    nano /etc/asound.conf



    Obs: você pode trocar o nano pelo editor de sua preferência, apenas tenha certeza de estar logado como, ou com direitos de, superusuário (root). Adicione sudo no começo desta linha de comando para adquirir a permissão automaticamente ou simplesmente digite su, pressione enter e entre com a senha de root logo antes de tudo.

    Agora, basta copiar e colar o seguinte trecho para dentro do arquivo:

    pcm.swapped
    {
        type route
        slave.pcm “cards.pcm.default”
        ttable.0.1 1
        ttable.1.0 1
    }

    pcm.default pcm.swapped

    Finalmente, salve o arquivo (no caso do nano, aperte Ctrl-X seguido de Y e Enter) e tente lançar alguma aplicação de áudio. Os canais agora devem estar trocados 🙂

    Estrutura de Diretórios Linux

    Uma pequena referência:

    /bin Arquivos binários (“executáveis”) de comandos essenciais do sistema.
    /boot Arquivos de boot (inicialização; boot-loader; grub, lilo); kernel.
    /dev Dispositivos (devices) de entrada/saída: floppy, hardisk, cdrom, usbs
    /etc Arquivos de configuração e scripts de inicialização.
    /home Diretório local (home) de usuários.
    /lib Bibliotecas e módulos compartilhados com freqüencia
    /mnt Diretório de montagem de dispositivos, sistemas de aquivos e partições
    /opt Para instalação de programas não oficiais da distribuição
    /proc Diretório virtual (RAM) onde rodam os processos ativos
    /root Diretório local do superusuário (root)
    /sbin Arquivos de sistema essenciais (binários do superusuário).
    /tmp Arquivos temporários gerados por alguns utilitários
    /usr Arquivos de usuários nativos da distribuição.
    /usr/local Para instalação de programas não oficiais da distribuição
    /usr/src Arquivos fontes do sistema necessarios para compilar o Kernel
    /var Arquivos de log e outros arquivos variáveis

    7º É Dia de Java!

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    Apesar de não ser muito fã de Java, é sempre bom conhecer novas tecnologias e ficar por dentro das novidades na área.

    O evento é oferecido pela Universidade Federal de São Carlos e tem como alvo profissionais e alunos de graduação e pós-graduação, não apenas da UFSCar, mas também de outras Instituições de Ensino Superior, e quaisquer outros interessados. O evento será realizado nos dias 29 e 30 de Agosto de 2008, no Teatro Florestan Fernandes e nos Auditórios da Biblioteca Comunitária da UFSCar.

    No ato da inscrição, o participante pode optar por assistir um dos seguintes cursos:

    • Web 2.0 com WebSphere sMash
    • Java e Banco de Dados
    • JSF com Ajax
    • Desenvolvimento de aplicações para TV Digital

    Já me inscrevi no curso de Desenvolvimento de aplicações para TV Digital, que parece ser a onda do momento no país. Para mais informações, acesse o site oficial do evento É Dia de Java, e não se esqueça de conferir sua programação, que inclui muitas outras coisas além dos cursos citados acima.